Guto Lima começou a fotografar há cerca de dois meses e já publicou mais de 200 fotos

Em novembro de 2018, Guto Lima, jornalista, produtor e sócio do Tralharia, publicou a primeira foto no Instagram: um pôr do sol alaranjado visto da Rua Nunes Machado, no Centro de Florianópolis. Desde então, ele tem registrado detalhes, a arquitetura e visões pouco comuns da região – em dois meses, já compartilhou 200 fotos na rede social, que nos convidam a perceber novos ângulos e prestar mais atenção nos caminhos.

O projeto, que não tem nome, nasceu despretensiosamente. Apesar de ser um antigo observador da cidade, Guto queria voltar a ver o Centro de uma forma diferente. Nascido no bairro, ele cresceu no Pantanal mas sempre manteve uma relação com a região. Hoje, mora e trabalha por ali. O Tralharia, bar, café e antiquário do qual é sócio, abriu as portas há três anos e ajudou a revitalizar aquela área do Centro Histórico da Capital. Virou ponto de encontro e convivência.  

“A gente vai passando diariamente e vai se acostumando. Não olha mais para cima, não repara no que tá no nosso entorno.  Nas fotos, tento mostrar algo que não seja aquilo que já foi percebido”, explica. 

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Resistência

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A relação com a fotografia não é recente. Guto chegou a estudar e trabalhar na área antes de entrar na universidade (ele fez jornalismo na Unisul). Na época, quando se registrou no INSS, escolheu fotógrafo como profissão. Depois, se afastou das lentes. Antes de abrir o Tralharia, foi produtor cultural e também participava da feira de antiguidades e variedades Viva a Cidade. Hoje, as fotos do Centro são todas feitas e editadas pelo celular – o que também é uma maneira de conhecer e experimentar novas ferramentas.

As edificações antigas e os contrastes com uma arquitetura mais contemporânea são alguns dos destaques do projeto. Amigos e colegas já pedem para que as imagens sejam expostas e contam que elas despertaram uma vontade de conhecer melhor e olhar o Centro de outra forma. 

“Temos que ver a cidade da maneira que ela merece. Florianópolis é fantastica, é linda. As fotos provocaram um efeito nas pessoas. E existe essa retomada do Centro de forma geral, como área boêmia, cultural, para moradia. Ele tá voltando com bastante força e isso é bom. É importante que as pessoas identifiquem e amem o local onde elas estão inseridas. Que façam parte de todo o contexto, que não apenas morem e trabalhem e sim vivam a região”, defende Guto.

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